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Entrevista com Robin Benway

Postado por Julianna Steffens quinta-feira, 5 de novembro de 2009
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Estreando com chave de ouro a seção de Entrevistas com Autores do Lost in Chick-Lit, estou super orgulhosa de finalmente revelar a entrevistada( eu sei que fiz um suspense de matar). Mas nada melhor do que ficar na expectativa, não é? Melhor ainda é uma entrevistada que além do livro maravilhoso é super simpática. Sem contar que a resenha do seu livro "A Musica que mudou minha vida"( clique no nome para ver a resenha) saiu com o timing perfeito. Robin Benway é a autora do super lançamento da Galera Record, que em minha minha singela opinião é o lançamento Teen do ano!
E garotas "A Musica que mudou a minha vida"(Audrey, Wait!) é apenas o seu livro de estreia! Imagina o próximo?

Robin Benway
Californiana, nascida em Inglewood, escapou para Manhattan aos 18 anos. Na infância já quis ser arqueologa, só porque sabia soletrar "arqueologia" , apaixonada por literatura, já trabalhou em livrarias e editoras até criar coragem para escrever o livro "A Musica que Mudou minha vida". Hoje tem uma grande paixão, a musica, mas também admite que está outro relacionamento serio, com o café. Acredita que já foi em mais show do que qualquer pessoa deveria ir, e que seu momento mais embaraçoso foi desmaiar e cair dentro de uma piscina durante o casamento da tia aos 9.

Agora vamos ao que interessa:

Julianna : Audrey Wait! É seu primeiro livro, você achava que o sucesso ia ser tão grande de primeira?

Robin: Quando eu comecei a escrever “Audrey” meu objetivo principal era de me sustentar pela escrita. Se eu pudesse pagar o meu aluguel, fazer o supermercado, e aproveitar de alguns jantares com amigos , eu já me consideraria bem sucedida. Eu não tinha nenhuma expectativa além disso, então o fato de “Audrey” estar sendo vendido em diferentes países e está sendo adorado em todo o mundo só faz a minha cabeça girar. Foi definitivamente muito além do que qualquer esperança que eu tinha inicialmente para o livro, mas eu continuo pensando que o meu melhor sucesso é de ser capaz de fazer o que eu amo para viver.



Julianna: O livro "Amusica que mudou a minha vida" (Audrey Wait! ) acabou de ser lançado no Brasil. Como você se sente em saber que o livro foi traduzido para o Português? Você acha que as jovens brasileiras vão se identificar com a Audrey?

Robin: É fantástico que ele está em Português! Eu desejaria saber a língua, porque eu adoraria ler a tradução e aproveitá-lo dessa forma. Sobre as garotas brasileiras se identificarem com a Audrey, eu espero que ela tenha características que possam se reconhecer em si mesmas. Ela é corajosa e engraçada e faz algumas coisas muito estúpidas as vezes, mas ela se esforça e continua seguindo em frente. Eu escrevi muito da suasperspectiva das minhas próprias lembranças de ser uma adolescente, especialmente aqueles momentos em que me senti tão diferente dos meus amigos, ou que fiz coisas que meus pais não iriam concordar. É um rito de pasagem difícil, mas é universal.


Julianna: O que você achou da capa da edição Brasileira?

Robin: Eu não sei, eu não vi ainda! Eu raramente vejo a capa até o livro chegar na minha porta da frente. Vou inverter a entrevista e fazer uma pergunta: o que você acha da capa brasileira ? :)


Abre aspas: Mais tarde no mesmo dia, ela me mandou email dizendo:

Hi again,

I wanted to let you know that I just saw the Brazilian cover a few minutes ago, and I think it's beautiful! :)

Best,

RB

Traduzindo: Oi de novo, Eu quero que você saiba que eu só vi a capa brasileira há poucos minutos, e eu acho que é linda! :)


Julianna: A orelha do livro na edição brasileira foi escrita por Ana Julia Werneck, uma garota que passou exatamente pela mesma situação de Audrey. Ana Julia foi a musa inspiradora para a musica de mesmo nome da banda Los Hermanos,o maior sucesso musical brasileiro do ano de 1999. Ela disse que se identificou completamente com a Audrey e chegou a se questionar se tudo era realmente ficção. Como surgiu o conceito de Audrey Wait?

Robin: Eu nunca tinha ouvido a história da Ana, mas uau! Isso parece insano. Quando comecei a escrever “Audrey” eu pensei “Isso é tão ficcional, de nenhuma maneira poderia ter acontecido” e desde então tenho ouvido algumas histórias que me fizeram perceber que a vida de Audrey é mais possível do que eu poderia ter imaginado. Eu só tentei pensar no que seria ter 16 anos e muito famosa, e a história partiu de lá.

Eu pensei na idéia de “Audrey” na minha primeira tentativa de escrever um romance. Eu não tinha tido nenhuma boa idéia ainda, então passei um tempão ouvindo musica e ficando no meu apartamento. Uma musica tocou, e ela tinha sido escrita para uma ex-namorada do cantor, e foi uma das mais maldosas que eu já tinha ouvido. Eu já tinha passado por diversos fins de relacionamento e sei que muitas vezes as duas pessoas envolvidas tem duas visões muito diferentes sobre de quem é a culpa pelo fim do relacionamento. Quando eu escutei aquela musica tudo que eu conseguia pensar foi “ Eu aposto que a sua ex-namorada não concorda com essa canção e ela nunca vai ter sua chance de dar o seu lado da história”. E cinco segundos depois, a ideia de Audrey estalou na minha cabeça. Foi quase como mágica.


Julianna: Ana Julia disse ainda que se considera sortuda, pois em 1999 a internet ainda não era difundida e por isso foi mais fácil para ela se preservar. Audrey sofreu muito com a pressão da mídia. O que você acha da pressão que a mídia exerce em celebridades instantâneas?

Robin: Eu tenho um monte de opiniões sobre isso. Eu penso que Ana Julia está 100% correta sobre a influencia da internet. É um fenômeno fascinante: ele permite que a informação se espalhe numa taxa tão rápida e que também permite igualmente varias reviravoltas. Isso também permite um numero maior de fontes, o que significa maior competitividade e a obsseção para novas histórias, o que cria esse insana mentalidade “criá-lo, derrubá-lo”*. Se você levar em conta o fator que o elevado nível de anonimato que a internet proporciona, que dá oportunidade as pessoas dizer coisas horríveis que elas nunca falariam na cara da pessoa, isso cria uma quantidade enorme de pressão. Eu tentei descrever isso na situação de Audrey e apontar o quanto isso pode ser louco. Eu não acho, nem por um segundo, que as celebridades “merecem” ser seguidas por paparazzi ou ter a foto de suas celulites estampadas nos tablóides. Eu não posso pensar em que situação ser perseguida por vinte fotógrafos é justificada pela ocupação da pessoa. È ridículo!



Julianna: Você sempre sonhou em ser escritora, ou foi algo que surgiu ao acaso?

Robin: Eu queria ser escritora desde que eu tinha uns 8 anos de idade. Cadernos de espiral e almofadas legais sempre foram minhas favoritas. Entretanto, quando chegou a hora de ir para a universidade e escolher uma carreira, eu não tenha seguido com a escrita porque pensei que não seria capaz de me sustentar, então peguei empregos que sempre estavam ao redor do mundo editorial: trabalhei para uma editora americana, trabalhei em uma livraria, etc.. Eu finalmente cheguei num ponto na casa dos vinte em que eu percebi que estava miserável, e que eu era muito jovem para estar infeliz. Eu decidi tomar um ano de folga para tentar minha mão e escrever um livro, que foi quando eu tive a idéia para “Audrey”. Se foi sorte ou destino, eu não sei, mas estou feliz que deu certo.

Eu penseo que se alguém quer ser escritor o melhor conselho que posso dar é para encontrar algo que funcione para você. Se você não escreve por um mês e então escreve 50 paginas em três semanas, isso é ótimo! Se você escreve toda manha entre 7 e 9 da manha, isso é ótimo também! Além disso, vá viver uma vida maravilhosa. Viaje, conheça pessoas, encontre coisas para você escrever sobre. Quanto mais experiências você tiver, maiores oportunidades você terá para criar novos mundos no papel. Escrever se torna mais possível dessa maneira.



Julianna: A soundtrack de Audrey Wait! é maravilhosa. Você fez muita pesquisa para escolher as musicas que colocaria no livro, ou escolheu suas preferidas?

Robin: Eu tinha uma regra, que eu não iria colocar uma musica ou banda que eu não gostava no livro. Eu escuto musica o tempo todo, de dia e de noite (na verdade estou escutando Devendra Banhart, enquanto estou escrevendo isso), então quando chegou a hora de colocar as musicas e letras em “Audrey” eu comecei a puxar as musicas que eu escutei enquanto estava escrevendo. Foi muito mais fácil do que eu achei que seria! Mesmo depois do lançamento nos Estados Unidos, eu me peguei pensando “Ah, eu queria ter pensando em mencionar esta ou aquela musica!” Eu acredito muito em listas de musicas (*soundtracks) para livros.

Julianna: Acompanho o seu blog e sei que você acabou de terminar o seu segundo livro. Já tem data prevista de lançamento nos Estados Unidos? Você pode contar um pouco da história para matar a curiosidade?

Robin: É claro! Se chama "The Extraordinary Secrets of April, May, & June" ( tradução livre: “Os Segredos Extraordiários de April, May e June”) é sobre três irmãs que descobrem que suas vidas, são de fato extraordinárias. Será publicado nos Estados Unidos em agosto de 2010 e eu mal posso esperar. Eu só quero que as pessoas gostem tanto quanto eu gostei de escrevê-lo.



*"build them up, knock them down" ( expressão que tive um pouco de dificuldade de traduzir)


Para finalizar, as capas de "A musica que mudou minha vida" ao redor do mundo:




28 comentários

  1. Vivi Says:
  2. Nossa, esse livro parecer ser show só pela temática. Achei a autora uma simpatia. Parabéns pelo post!

    Beijos

     
  3. Anônimo Says:
  4. amei a entrevista e to louca pra ler o livro ^^

     
  5. William Says:
  6. Nossa Jú, eu amei a entrevista com a Robin. Ele já etsava na minha lista de próximas leituras, mas agora tenho que comprar URGENTE!
    Esse negócio de música é totalmente verdade, eu vivo de música, então sei como a autora se sente! E assim como ela, eu também vou fazer uma facul que envolva "escrita". AUSHuahUSA
    Acho que nunca te contei, mas eu escrevo um livro (ahá), qualquer dia desses eu te mando os 10 capítulos que tenho escrito, para você analizar (Se você, puder é claro).

    Então é isso, parabéns pela entrevista. Gostei muito mesmo!

    Bjos

     
  7. kmilabk Says:
  8. As capas do Brasil e EUA sao as mais bonitas =D

    adorei a entrevista, estou louca pra ler este livro
    beijos

     
  9. Jayzinha Says:
  10. Ah, adorei a entrevista! Ela parece tão simpática. :)
    Preciso desse livro. *----*

    Obrigada, Ju. :*

     
  11. Julianna, amei seu post...
    A entrevista está demais, ela realmente parece uma simpatia e só fiquei com mais vontade de ler o livro!!!
    Parabéns!!! ;)
    Beijinhos

     
  12. Giu Says:
  13. Noosa, depois da entrevista me deu mais vontade de le esse livro!!
    ameii juu, muitoo boa a escolha para a estreia de reportagens :DDD
    adorei a forma de como a ideia para o livro surgiu, tão espontâneo!!!
    beejos

     
  14. Lisa Says:
  15. Adorei a sinopse, e pelo que vc comentou no outro post acho que vou gostar desse livro. Adoro protagonistas sarcáticas. Deixa só chegar o Natal pra eu botar as mãos nele. A autora muito fofa, hein! A um passo de virar fã.
    PS. A capas do Brasil e a da Itália são as mais legais. Mas a italiana ainda está na era do CD hehe. Brasil sempre na frente em matéria de capas. Uhuuu!

     
  16. La Sorcière Says:
  17. Nossa!!! Vc tá chique demais Ju!!!! parabéns! Que imenso ibope para seu blog uma entrevista deste porte!! parabéns mesmo, vc merece:)
    Bj

     
  18. Lily Says:
  19. Que tudo essa entrevista! Enfim revelado o segredo. Eu nunca ia adivinhar!
    Adorei, a autora pareceu-me bem simpática! :D
    Parabéns pela entrevista.

    Beijos.

     
  20. CAROLINA Says:
  21. Oi
    Tem selinhos pra vc lá no meu blog.
    BjOss

     
  22. Vinha Says:
  23. AMEEEI a intrevista Juuu!!!
    Vc é d+! ^^
    Adoro cada vez mais o Lost *-* e tenho invejinha (branca) haha xD

    OO'
    Eu tb tava pensando hje à tarde em fazer uma entrevista com uma nova (novíssima) escritora do mercado e quando eu postar não ache que eu estou te copiando xP

    Bjooos :*

     
  24. Lilian Says:
  25. Mandou muito bem Ju... que sortuda vc! Ela é mesmo muito simpática, e uma moça danada de bonita! Que legal isso. Beijos.

     
  26. Karlinha Says:
  27. Miga, eu amei a entrevista com a Robin, tenho que comprar, esse livro!
    Miga, tó tão feliz por estar junto com você aqui!

    E outra, quando vc lançar seu livro, e sei que um dia isso vai acontecer, eu vou te entrevistar també! heeheheh
    te adoro

     
  28. Karlinha Says:
  29. Há, e quando der, quero ver vc comentando no Coffie ! ok:! eheheh

     
  30. Dandra Says:
  31. Ué, eu pensei que tivesse feito um comentário :S. Li logo que vc postou o/

    Então, eu adorei essa entrevista. Ela é uma fofa, e vc foi ótima nas perguntas.

    To louca que meu livro chegue logo *-*

    Bjs

     
  32. Mi Müller Says:
  33. Báh que guria simpática, fiquei com a maior vontade de ler o livro que ela escreveu! Não conhecia ainda, mas fiquei animada!
    Parabéns JU, teu blog tá cada dia mais tri!
    estrelinhas coloridas...

     
  34. QUE MARA!!
    Adorei a entrevista com ela Ju *-*
    Ela parece tão nova! Quero seguir o exemplo dela, ainda vou conseguir publicar um livro... mas antes tenho que terminá-lo hahaha;

    Que venha muito mais entrevistas \o/
    =*

     
  35. Juliana, que bom que encontrei seu blog. Sou "analfabeta" em Chick-Lit, que até bem pouco tempo não sabia nem do que se tratava exatamente. Preciso escolher um para o Desafio Literário de 2010, uma proposta bacaninha de uma outra blogueira. Com certeza suas dicas vão ajudar. Agora... se você, especialista no gênero pelo o que vi, tivesse que indicar um e apenas um, qual seria o The best? Passa lá no meu blog e me dá essa indicação "cirúrgica". Eu tinha escolhido um da Marian Keyes, mas não sei se é exatamente isso que quer ler...
    Muito simpático seu blog e muito divertida a sua apresentação de você mesma, adorei.

     
  36. Manoella Says:
  37. Nossa querida!!
    Que intrevista maravilhosa que fizestes!! E ela é uma simpatica também!
    Parabéns
    Beijocasss

     
  38. BOM DIA.
    Em primeiro lugar gostaria de agradecer o carinho de suas palavras para com o meu trabalho, trabalho este que faço com muito carinho e dedicação para vocês, embora muitos e muitos problemas estejam por trás. O seu cantinho também é genial, adorei.
    Contar histórias é um exercício fantástico, eu faço isso naturalmente. Na verdade todos nós temos um pouco de contador...
    Bem, hoje a minha história para vocês é de DOM SEBASTIÃO - uma das minhas preferidas, espero que aprecie.
    Volte outras vezes,
    FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... terá sempre uma história para contar.
    Beijo grande.
    Que a PAZ e o BEM esteja sempre com você.
    Saudações Florestais !

     
  39. leticiamdo Says:
  40. Adoei a entrevista ^^
    A capa que eu mais gostei foi a da Holanda xD
    Bjus

     
  41. Arrasou na entrevista! Amei! parabéns!

     
  42. Nossa, adorei, adorei, adorei, adoreei a entrevista, Ju!! Maravilhosa! Robin é mesmo muito simpática. Estou super ansiosa pra ler o livro!

    Beijos,
    continue assim, seu blog é incrível!
    Ana

     
  43. Aline Says:
  44. Tá um nojo ô cÊ!
    Ta ate com entrevista, link com entrevista.
    Fala se´rio!
    So pq vc fica 26hr online, conhece td mundo, e ama o que faz?
    hahahah Beijos Parabens!

     
  45. Juliana Says:
  46. Muito boa a entrevista!
    Agora fiquei com muita vontade de ler o livro da Robin!
    Vou ter que colocar na minha listinha de livros a serem lidos! ahauhauha

    Beijos

     
  47. Nossa, a Robin só subiu ainda mais no meu conceito!
    Achei esse livro um dos melhores da história, adorei todos os personagens (Até mesmo os que não mereciam ser adorados), me emocionei (Sim, me emociono com histórias fofas de amor. Aliás, qual menina não?) e ainda dei várias risadas. Definitivamente um dos melhores. Quem não o leu, coloque "Ler o primeiro livro da Robin Benway" na sua lista de "Coisas Para Fazer Antes de Morrer".

     
  48. IsA ;D Says:
  49. como eu baixo esse livro. tô doidinha pra ler :)

     

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