Ninguém Como Você
Lauren Strasnick
Editora: iD
Páginas: 235
ISBN: 978-85-16-06746-5
Onde Comprar:
Submarino|Saraiva|Cultura|BookDepository
Minha sogra é uma das pessoas mais queridas que eu conheço, e este ano no meu aniversário me encheu de mimos. Um deles foi o lançamento da Editora iD Ninguém como você (também bastante conhecido pelo seu titulo original, Nothing like You) da autora Lauren Strasnick.
O livro está na minha lista de leituras desde o seu lançamento lá fora, foram incontáveis resenhas adorando o livro que eu estava quase o comprando em inglês mesmo. A história é simples, o que condiz com a quantidade de paginas do livro (235): Holly perdeu sua mãe a pouco mais de seis meses devido a uma batalha longa e dolorosa contra o câncer, seu pai é uma boa pessoa, mas aparentemente ele continua tão ou mais perdido do que ela.
O seu único melhor amigo, Nils, com o qual divide um cantinho especial chamado de o "barraco", já não é mais o mesmo. E ela está cansada de ter que dividir o seu tempo com ele, que só escolhe garotas sem nada na cabeça para ficar, e que ela é obrigada a agüentar.
E para piorar a situação, ela acabou de perder sua virgindade com Paul, um cara com namorada, no banco de trás do seu carro cheirando a cigarro. Nada romântico, né?
Só que estes são apenas os primeiros problemas de Holly, tudo fica mais complicado ainda quando Paul passa a entrar escondido na casa dela todas as noites, e piora mais ainda quando ela vira amiga de Saskia, a namorada do garoto.
Ninguém como você é um YA bem intimista, centrado completamente nos dramas realistas de Holly. A história é bem construída, a narrativa é fluida, mas é aquele tipo de história contada em primeira marcha, sabe? Não era o que eu esperava, principalmente pelo fato do livro ser fino.
Por isso, tenho que admitir que durantes as 50 primeiras páginas eu não estava gostando. Não tinha conseguido me conectar com Holly, achei o livro meio parado e não era nada daquilo que eu estava esperando. Passei para outra leitura e retornei a começá-lo depois de dois ou três dias.
Retomar a leitura novamente desde o inicio foi a melhor decisão que eu tomei, e depois disso só larguei o livro quando cheguei ao final 5 horas depois ( e que era exatamente 5 horas da manha, então foi meio creepy).
Às vezes é preciso apagar tudo que você tinha fantasiado e esperado do livro na sua cabeça antes de iniciar a leitura para conseguir aproveitá-la pelo que ela realmente é. Eu sei que isso não é fácil, e que eu mesma invariavelmente não sou muito adepta desta pratica. Mas com Ninguém como Você ela funcionou perfeitamente, talvez porque no momento anterior eu não estivesse no clima do livro, talvez porque -whatever - eu abri meu coração e deixei o livro falar o que ele queria falar. Parece piegas mas é verdade!
Nesta segunda leitura eu consegui entender a Holly, seus motivos, sua tristeza e seu drama. Muitos deles podiam ser irracionais e imaturos, mas afinal de contas é assim que é a adolescência, cheia de erros e acertos.
Fiquei incomodada com o masoquismo dela, porque ela sabia que Saskia era a namorada dele, e sabia que ela era uma menina legal. Ela cismou que queria ser amiga da garota e conseguiu, mas passou a se importar com ela, mesmo sabendo que tudo poderia ir para os ares quando ela afinal descobrisse a verdade.
Na realidade tive uma relação de amor e ódio durante toda a leitura, uma hora compreendia Holly noutra tinha vontade de jogar o livro longe com suas burrices, mas acredito que isso tornou o livro ainda mais realista.
Nils é o personagem chave do livro, e realmente ninguém é como ele. A amizade dos dois é verdadeira, e que atravessou todos os momentos "awkward" do amadurecimento, mas fica claro a medida que o livro vai se desenvolvendo que ambos já partiram para outros sentimentos.
Ainda não sei se prefiro a capa original (a laranjona ao lado) ou a capa brasileira. Francamente não sou fã alucinada de nenhuma das duas, mas acredito que a brasileira esteja um pouco mais conectada com a história. Só não entendo porque toda vez que tem um verde bandeira, cismam em colocar o amarelo pra combinar. E não to brincando, eu acho que fica lindo na bandeira brasileira, mas realy? Neste livro não tem nada haver.
Não quero contar muito mais do livro porque afinal de contas ele é fino, e não quero revelar o final da história. Mas admito que cheguei ao final com lagrimas nos olhos. Lágrimas pela veracidade da história. Lágrimas pelo final realista, como a vida, que nem sempre tem um "happy end". E lágrimas por todos os problemas cuja resolução estão fora do nosso alcance - e que talvez sejam merecidos - mas que nos fazem mais fortes. Porque afinal de contas é a adolescência. E ela é ou foi assim... pra Holly, pro Nils, pra Saskia, pra mim e pra você.
Ainda estou querendo todos os outros livros da iD, mas compras agora só no Natal (ou de presente , quem se solidariza -cof-cof).








