Essa semana está repleta de surpresas ( que já não são bem surpresas, porque falei delas no twitter, mas enfim). A primeira delas é mais uma entrevista -super chique- internacional. Desta vez com uma autora da Galera Record, que já publicou no Brasil quatro títulos e está prestes a lançar o quinto: Rachel Cohn.
Rachel Cohn é autora dos sucessos Pão de Mel, Siri, Princesa Pop e em co-autoria com David Levithan, Nick e Norah: Uma noite de amor e musica, que virou filme hollywoodiano com Michael Cera e Kat Dennings ( a resenha d Nick e Norah pode ser lida aqui no Lost).
Rachel Cohn
Nasceu em 1968 em Silver Spring, Maryland (Estados Unidos), e passou sua infância cercada de livros, culpa dos pais educadores. Desde cedo sabia que queria ser escritora, mas cresceu e se formou em Ciências Políticas pela Barnard College em Nova York, e começou a trabalhar com jornalismo. Quando se deu conta que não queria escrever sobre pessoas que realmente existiam, mas sim sobre os personagens em sua cabeça, se mudou para São Francisco e pegou um emprego em uma firma de advocacia, para poder se sustentar. Começou estudar seriamente para escrever um romance. Escreveu 3 livros antes de Pão de Mel (o quarto) ser publicado, e desde então ser escritora se tornou sua carreia em tempo integral. Uma curiosidade: a Rachel e o David aparecem como figurantes em uma cena do filme Nick e Norah ( se você quiser ver uma imagem da cena clique aqui). O próximo lançamento da autora aqui no Brasil está previsto para agosto ( previsão meninas, nada de data marcada ainda) e será Bolinhos, o terceiro - e ultimo - livro de Cyd Charisse (posto a imagem da capa no fim do post).Agora vamos ao que interessa:
Julianna: Rachel você já tem quatro livros publicados no Brasil ( e um quinto –Bolinhos- saindo do forno). Como você se sente em saber que os livros foram traduzidos para o Português? Você esperava que eles fossem ser tão bem recebidos pelo público de outros países?
Rachel: Eu me sinto muito honrada de que os livros tenham sido publicados em Português, e mesmo entusiasmada porque os adolescentes brasileiros estão lendo-os! É impossível prever como os livros serão interpretados em diferentes culturas, mas acredito que as edições brasileiras foram publicadas lindamente.
Julianna: O que você acha das capas das edições brasileiras?
Rachel: Eu amo elas! É fascinante como as capas estrangeiras interpretam o livro de uma forma diferente das versões americanas. É como ganhar um bônus sobre seus livros.
Julianna: Ano passado li Nick e Norah na semana do lançamento, e me apaixonei pela dinâmica entre você e David Levithan. Como funciona essa dinâmica. Vocês sentam juntos e decidem a linha central da história, mas cada um escreve seu capitulo individualmente, ou é algo feito em conjunto?
Rachel: O nosso processo é que formular um conceito, e normalmente dar o nome de dois personagens (garoto/garota) para começar, e depois disso, não há muita conversa entre nós. Nós escrevemos totalmente por e-mail, simplesmente pegando do capitulo da onde a outra pessoa parou. Nós geralmente não temos ideia do que vai acontecer, descobrimos enquanto escrevemos. É incrivelmente divertido, mas também assustador, porque você nunca sabe o que a outra pessoa vai fazer com os seus personagens! Mas temos muita confiança no nosso processo de escrita, e normalmente não discordamos da direção que a outra pessoa escolheu.
Julianna: Quando vocês decidiram escrever Nick e Norah vocês tinham ideia que algum dia ele se tornaria um filme de sucesso (e tão fofo?)? Você gostou da escolha dos atores? O roteiro apresenta uma série de mudanças em relação à história do livro, vocês aprovaram estas mudanças?
Rachel: O livro foi realmente escrito pelo o amor ao livro, sem pensar em um filme - ele veio muito mais tarde. Foi uma surpresa adorável que tenha existido o interesse em fazer o filme, e que o filme tenha sido feito! A maior parte livros começam como opção para o cinema, mas acabam não sendo transformados em filmes, por isso, certamente tínhamos a esperança de que seria o nosso, mas não tínhamos expectativas. Nós amamos o filme. Embora seja diferente do livro, ele realmente captou o tom e o espírito do nosso livro, e nós amamos todos os envolvidos com ele: os atores, o diretor, o roteirista, o produtor, etc... Foi uma experiencia maravilhosa para nós.
Julianna: Musica são importantes em seus livros. Você gosta de escutar musicas durante o processo de escrita? Todas as musicas que são citadas em seus livros são da sua play list, ou você escolhe algo que combine com as características do personagens?
Rachel: É um pouco dos dois. Eu sempre tento fazer uma lista para qualquer livro que eu venha a escrever, para me ajudar a entrar no clima dos personagens. Mas às vezes os personagens escolhem músicas que eu não teria escolhido, por isso é que eles estão me educando também.
Julianna: Sobre o Princesa Pop. A maior parte dos jovens de hoje em dia exercem um fascínio por celebridades e tem o desejo de serem famosos. No entanto, a Wonder Blake quer tudo isso para fugir da sua vida do interior e de pessoas que ela não gosta. Qual você acha que é o plano de escape dos jovens de hoje? *
Rachel: Acho que todos poden entender o desejo de escapar - seja para um lugar novo, ou por se tornar uma nova pessoa. Esta fantasia é real para todos nós, e foi isso que eu tentei abordar em Princesa Pop - a idéia de que embora você possa pensar que você quer ser alguém, alguém famoso, talvez a pessoa que você era o tempo todo era simplesmente boa também.
Rachel: Eu me sinto muito honrada de que os livros tenham sido publicados em Português, e mesmo entusiasmada porque os adolescentes brasileiros estão lendo-os! É impossível prever como os livros serão interpretados em diferentes culturas, mas acredito que as edições brasileiras foram publicadas lindamente.
Julianna: O que você acha das capas das edições brasileiras?
Rachel: Eu amo elas! É fascinante como as capas estrangeiras interpretam o livro de uma forma diferente das versões americanas. É como ganhar um bônus sobre seus livros.
Julianna: Ano passado li Nick e Norah na semana do lançamento, e me apaixonei pela dinâmica entre você e David Levithan. Como funciona essa dinâmica. Vocês sentam juntos e decidem a linha central da história, mas cada um escreve seu capitulo individualmente, ou é algo feito em conjunto?
Rachel: O nosso processo é que formular um conceito, e normalmente dar o nome de dois personagens (garoto/garota) para começar, e depois disso, não há muita conversa entre nós. Nós escrevemos totalmente por e-mail, simplesmente pegando do capitulo da onde a outra pessoa parou. Nós geralmente não temos ideia do que vai acontecer, descobrimos enquanto escrevemos. É incrivelmente divertido, mas também assustador, porque você nunca sabe o que a outra pessoa vai fazer com os seus personagens! Mas temos muita confiança no nosso processo de escrita, e normalmente não discordamos da direção que a outra pessoa escolheu.
Julianna: Quando vocês decidiram escrever Nick e Norah vocês tinham ideia que algum dia ele se tornaria um filme de sucesso (e tão fofo?)? Você gostou da escolha dos atores? O roteiro apresenta uma série de mudanças em relação à história do livro, vocês aprovaram estas mudanças?
Rachel: O livro foi realmente escrito pelo o amor ao livro, sem pensar em um filme - ele veio muito mais tarde. Foi uma surpresa adorável que tenha existido o interesse em fazer o filme, e que o filme tenha sido feito! A maior parte livros começam como opção para o cinema, mas acabam não sendo transformados em filmes, por isso, certamente tínhamos a esperança de que seria o nosso, mas não tínhamos expectativas. Nós amamos o filme. Embora seja diferente do livro, ele realmente captou o tom e o espírito do nosso livro, e nós amamos todos os envolvidos com ele: os atores, o diretor, o roteirista, o produtor, etc... Foi uma experiencia maravilhosa para nós.
Julianna: Musica são importantes em seus livros. Você gosta de escutar musicas durante o processo de escrita? Todas as musicas que são citadas em seus livros são da sua play list, ou você escolhe algo que combine com as características do personagens?
Rachel: É um pouco dos dois. Eu sempre tento fazer uma lista para qualquer livro que eu venha a escrever, para me ajudar a entrar no clima dos personagens. Mas às vezes os personagens escolhem músicas que eu não teria escolhido, por isso é que eles estão me educando também.
Julianna: Sobre o Princesa Pop. A maior parte dos jovens de hoje em dia exercem um fascínio por celebridades e tem o desejo de serem famosos. No entanto, a Wonder Blake quer tudo isso para fugir da sua vida do interior e de pessoas que ela não gosta. Qual você acha que é o plano de escape dos jovens de hoje? *
Rachel: Acho que todos poden entender o desejo de escapar - seja para um lugar novo, ou por se tornar uma nova pessoa. Esta fantasia é real para todos nós, e foi isso que eu tentei abordar em Princesa Pop - a idéia de que embora você possa pensar que você quer ser alguém, alguém famoso, talvez a pessoa que você era o tempo todo era simplesmente boa também.
* Pergunta enviada pela leitora Natália de Morais Puga
Julianna: Pão de Mel (Gingerbread) é o primeiro livro que conta a historia de Cyd. Como a personagem surgiu para você? Ela é parecida com você de alguma maneira?
Rachel: Costumo dizer que Cyd é uma projeção do que eu desejava ter sido quando adolescente. Ela é muito mais corajosa e legal do que eu era. Às vezes eu digo que escrevo para voltar à minha própria adolescência e fazê-la melhor, torná-la mais interessante do que foi.
Julianna: Quando você escreveu Pão de Mel (Gingerbread) ,já tinha em mente os livros seguintes? Você imaginava que ele seria este sucesso, que receberia tantos prêmios e que se fosse ser traduzido em outras línguas?
Rachel: Eu nunca pretendi escrever um outro livro depois de Pão de Mel, mas os personagens estavam muito presentes no meu coração e mente, e simplesmente tinha mais histórias para dizer! Eu tenho sorte que o primeiro livro foi bem o suficiente e que tive a oportunidade de escrever mais dois livros sobre esses personagens.
Julianna: Bolinhos (Cupcake) está prestes a ser lançado no Brasil. Ele será o ultimo livro sobre Cyd?
Rachel: Sim, é o último livro. Eu sinto que depois de Bolinhos, Cyd está crescendo e pronta para viver de forma independente de seus livros. :)
Julianna: Li em seu site que você tem a idéia de futuramente lançar um livro sobre a irmã mais nova de Cyd, Ash. Está ideia já saiu do papel, ou ainda é algo incerto?
Rachel: Não, eu nunca prossegui com essa idéia. Espero que um dia, talvez!
Julianna: Você sempre sonhou em ser escritora, ou foi algo que surgiu ao acaso?
Rachel: Eu sempre quis ser um escritora , desde que eu era pequena. Eu sempre amei criar histórias. Meu conselho para os leitores aspirantes é de ler o máximo que você puder, e analisar como os seus escritores favoritos constroem seus romances. Eu também recomendo desligar o telefone e a Internet, etc.. Vá para um lugar tranquilo para escrever. E por fim, se você está tentando escrever um livro, faça uma meta de escrever um capítulo de cada vez. É assustador pensar em escrever um livro inteiro, mas se você definir uma meta mais razoável e simplesmente escrever um capítulo, eventualmente, todos esses capítulos serão iguais a um livro.
Julianna: Você gostaria de conhecer o Brasil? Se sim, nos diga o lugar que você mais gostaria de conhecer? Que recado você deixaria para as fãs brasileiras? *
Rachel: Eu adoraria visitar o Brasil! Sou tão fascinada com o país e sua cultura. Eu gostaria especialmente de ver a lendária praia de Ipanema. Para as minhas fãs brasileiras, digo OBRIGADO por ler meus livros e BEIJOS*.
Rachel: Não, eu nunca prossegui com essa idéia. Espero que um dia, talvez!
Julianna: Você sempre sonhou em ser escritora, ou foi algo que surgiu ao acaso?
Rachel: Eu sempre quis ser um escritora , desde que eu era pequena. Eu sempre amei criar histórias. Meu conselho para os leitores aspirantes é de ler o máximo que você puder, e analisar como os seus escritores favoritos constroem seus romances. Eu também recomendo desligar o telefone e a Internet, etc.. Vá para um lugar tranquilo para escrever. E por fim, se você está tentando escrever um livro, faça uma meta de escrever um capítulo de cada vez. É assustador pensar em escrever um livro inteiro, mas se você definir uma meta mais razoável e simplesmente escrever um capítulo, eventualmente, todos esses capítulos serão iguais a um livro.
Julianna: Você gostaria de conhecer o Brasil? Se sim, nos diga o lugar que você mais gostaria de conhecer? Que recado você deixaria para as fãs brasileiras? *
Rachel: Eu adoraria visitar o Brasil! Sou tão fascinada com o país e sua cultura. Eu gostaria especialmente de ver a lendária praia de Ipanema. Para as minhas fãs brasileiras, digo OBRIGADO por ler meus livros e BEIJOS*.
* Pergunta enviada pela leitora Karla Arruda
*No original: “To my Brazilian fans, I say OBRIGADO for reading my books and BEIJOS.”
Julianna: Obrigada Rachel pela milessima vez!!
Encerro com as - lindas- capas brasileiras dos livros da Rachel Cohn, inclusive com a do próximo lançamento - Bolinhos. Chega logo Agosto \o/.
Ps: Ela acabou de lançar nos Estados Unidos um livro chamado VERY LE FREAK, simplesmente me apaixonei pela história. Que é sobre uma garota que vai para a reabilitação, por causa do seu vicio em tecnologia ( ela simplesmente não consegue desligar o celular, deixar de responder mensagens, e esse tipo de coisa que também somos meio fissurados). Estou achando que vou mandar pedir em inglês mesmo. Tem um video muito legal para o lançamento do livro... vale a pena assistir^^








