Cotoco
John van de Ruit
Editora: Intrínseca
Páginas: 389
ISBN: 978-85-98078-85-4
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Demorei para iniciar a leitura de Cotoco do autor sul africano John van de Ruit lpublicado pela Intrínseca por apenas um motivo: havia acabado de ler outro lad lit no mesmo estilo Os diários de Nick Twisp lançado pela Galera Record. Fiquei com medo de analisar a leitura por uma base de comparação entre ambos, algo que não gosto e não costumo fazer.
Fiquei enrolando por um mês, esperando esquecer os mais vividos detalhes daquela história ala American Pie, enquanto lia dezenas de outras resenhas super positivas a cerca de Cotoco. E logo nos primeiros capítulos da minha leitura eu não podia acreditar que havia demorado tanto para pegar o livro para ler. Definitivamente o meu medo de compará-los foi para o ralo, porque os livros são tão diferentes que ainda não acredito que fiquei embromando. Sabe da água para o vinho? Sendo que o vinho saboroso é o Cotoco? Pois bem, foi assim.
John, ou Cotoco, como o nome já releva é um garoto de 13anos que digamos ainda não passou pelo estirão da puberdade. Sua família pra lá de pouco ortodoxa é digna de nota e seu primeiro ano num colégio interno prestigioso é hilário. Tudo isso atrelado a um fundo político importantíssimo para a então Africa do Sul no inicio da década de 90, as lutas para o fim do apartheid.
Ele e seus amigos, cada um com um apelido mais inusitado que o outro (Lagartixa, Rambo, Rain Man e Cachorro Doido) aprontam todas contra as regras rígidas do internato. Suas estripulias vão de nadar pelado e ser perseguido por cães a tentar descobrir dados sobre um fantasma da escola.
Cotoco além de ser divertido do inicio ao -quase- fim, é sincero, perspicaz e fofo sem ser caricato. Você passa o livro torcendo por John e seus amigos. Rindo e se divertindo, mas também pensando sobre assuntos muito mais importantes. Ouso até dizer que é uma versão com protagonista masculino de A irmandade das Calças Viajantes de Ann Brachares, porque ambos autores souberam mesclar muito bem um drama realista, a amizade e o processo de amadurecimento de seus personagens. A unica diferença é que os diários de Cotoco apresentam apenas uma perspectiva, a de John, com seus amores, seu canto e frustrações juvenis.
Meus personagens favoritos foram o Largatixa, um garoto hipocondríaco que vomita o tempo todo e o professor politicamente incorreto Guv, que no filme vai ser interpretado pela maravilhoso John Glease (quem não viu Um peixe chamado Vanda trate logo de ver, e para quem não lembra ele também é o fantasma Nick quase sem cabeça na série HP)
Não sou muito fã da capa original (e por consequência da brasileira), acho que a capa americana é muito mais atrativa, principalmente para o público alvo.
E a única coisa que me chocou durante o livro inteiro, foi que ninguém me avisou que ele terminava de certa forma triste. Fiquei reclamando no twitter por horas, apenas porque não estava preparada psicologicamente para o que aconteceu. Foi impossivel não ficar com as lagrimas nos olhos.
E agora que virei fã do cotocozinho (que provavelmente não vai ser cotoco por muito tempo, se é que me entendem) preciso urgentemente ler as sequências : Spud - The Madness Continues... e Spud - Learning to Fly e mal posso esperar o lançamento do filme!!
Cinco estrelas merecidas para esse pequeno grande homem.
E eu estou quase oficialmente de volta ativa!! E comigo nesta semana resenha de 7 livros da Intrínseca. Isso mesmo to indo agora ler as ultimas páginas de O Ultimo Olimpiano, porque Percy Rules =)







