Strange Angels
Lili St. Crow
Editora: Novo Século
Páginas: 287 páginas
ISBN: 978-85-7679-392-2
Onde Comprar:
Submarino|Saraiva|Cultura|BookDepository
Quando vi que esta serie estava sendo lançada no Brasil pela
Editora Novo Século não resisti. Já venho acompanhando o burburinho sobre ela nos blogs estrangeiros faz tempo, e não podia deixar de aproveitar a promoção de 19,90 ( minhas conversas no gtalk com a Pam sempre acabam em compras, ai meu bolso).
Strange Angels da autora Lili St. Crow é o primeiro livro da série sobre Dru, uma caçadora de monstros. O plot central pode ser descrito como Supernatural-encontra-Buffy-encontra-Lost Girl, então quem gosta do estilo vai adorar o livro.
Dru Anderson nasceu com um dom, "o toque" como sua falecida vó chamava. Entre sonhos premonitórios e visões ela é uma ajuda indispensável para o trabalho do seu pai: caçar monstros. Essa garota de 16 anos, durona por natureza, cresceu mudando de cidade a cada novo "trabalho" do pai, principalmente depois do falecimento de sua avó e mãe. Zumbis, Chupa-sangues e Lobisomens são apenas algumas das criaturas que eles vêm enfrentando juntos nos últimos anos. Todas elas seres do "Mundo Real", um submundo negro e cheio de criaturas nada agradáveis.
O que fará Dru quando em uma noite seu pai sai sozinho para um serviço ( algo nada usual) e não retorna no dia seguinte? Alias, ele retorna.. só que não do jeito que ela esperava.
Sozinha no mundo ela precisa descobrir o que aconteceu com seu pai e dar o fora dessa cidade sem sal e muito fria para o seu gosto. É quando Dru conhece Graves, um garoto meio gótico e magrelo que vive numa sala escondida dentro de um Shopping Center. Apesar de seus extintos de caçadora dizerem para ela não confiar em ninguém, uma amizade com este rapaz simpático e solitário talvez seja o que ela precisa, porque afinal de contas por trás daquela couraça de "garota pronta para tudo" ela ainda não está preparada para se ver sozinha no mundo, principalmente um mundo com tantas coisas sobrenaturais e maléficas a solta.
Normalmente os livros que eu compro acabam entrando numa lista de espera interminável. É uma vergonha eu sei, mas quase nunca consigo dar uma chance a eles porque me sinto culpada olhando pra pilha de livros de parceria me encarando acusatoriamente. Mas semana passada ( e essa semana também, mas não contem pra ninguém que é segredo shhhhhhhh) por causa do meu estado gripal eu me permiti um agrado. Impossível de resistir a essa capa linda de morrer! Aliás, todos os livros da série tem capas lindas, mal posso esperar para ler os outros.
Devorei o livro obviamente (seria estranho se não devorasse). Dru é uma protagonista "supimpa", forte, corajosa e ainda é boa com armas. O que mais a gente poderia pedir? Graves é super mega fofo, mas quem ganhou meu coração foi o Christophe, o djamphir ( filho de um vampiro com uma mortal) que vem dar uma ajuda para Dru. O garoto chegou arrasando.. =x
A narrativa também é muito legal, apesar dos pensamentos da Dru em itálico em excesso me irritarem um pouco de vez em quando. Mas tudo isso é fácil de superar porque a história vale a pena. Do começo ao fim é emocionante, alias adoro livros YA assim cheios de suspense.
Normalmente não sou fã dos primeiros livros de séries, muitos autores se perdem na explicação da mitologia, uns falam de mais outros de menos, e eventualmente o primeiro livro fica uma concha de retalhos, cheio de informações, mas Strange Angels realmente foi um bom começo de série, tem explicações na medida certa, tem ação, história, amizade e até um inicio de flerte.
Já deu pra perceber que eu A-D-O-R-E-I o livro, right? Agora chegou a hora do, mas...
Muitas de vocês já me viram comentando no twitter, ou aqui mesmo no Essa Semana, que eu não gostei da tradução da Novo Século. Não foi das piores que já vi (vide Maya Fox), mas tenho que admitir em algumas partes faltou um pouco de coerência que a leitura parecia meio travada, meio mecânica, sabe? Isso porque não vou nem começar a falar do Cê, porque jájá falo dele.
Sou da opinião que tradução é uma arte, tanto quanto a arte de escrever o livro. Um bom tradutor não só adapta ele capta a essência da obra, o estilo do autor e transpassa pra a nossa língua. Não é apenas uma mera substituição de palavras do inglês para o português, vocês me entendem?
E quando o tradutor é BOM com letra maiúscula você nem sente que esta lendo uma tradução, ela é tão natural que passa despercebida (o que é uma tristeza porque esses invisíveis que merecem os melhores aplausos). Agora quando você se pega imaginando como aquilo que você está lendo seria em inglês, ou como aquilo poderia ter sido melhor colocado, você pensa "pera lá... tem algo errado".
Minhas impressões sobre a tradução de Strage Angels poderiam ser apenas essas, a ausência daquela "alma" na tradução. Mas aquele Cês pra cá e pra lá me irritaram profundamente. Gente do céu, o livro não é uma revistinha do Chico Bento, pelo amor de deus!
Se a versão em inglês é a abreviação "u" ou "ya" (o que eu acredito que seja), na língua original "falada" a pronuncia não muda, então pra que mudar na tradução. Uma coisa é falar "Cê foi na escola hoje", mas escrever assim aqui é outros quinhentos. Entendo que a intensão do tradutor deve ter sido a melhor do mundo, mas realmente deixou o livro irritante. Daqueles de querer jogar o livro longe se visse mais um "Cê" pela frente. E olha que normalmente eu não me sinto assim não em...
Estou pensando seriamente (ai meu bolso) em comprar a série em inglês mesmo. Aliás, ultimamente é só o que tenho feito...
No entanto, o lançamento aqui no Brasil tá sendo super bem divulgado.
E as capas dos próximos livros da série (Defiance só ano que vem)